A marca portuguesa VIÚVA LAMEGO® ocupa um lugar singular na história da azulejaria nacional, acompanhando há mais de 175 anos a evolução de uma das expressões artísticas mais reconhecíveis da identidade portuguesa. Fundada em 1849 por António da Costa Lamego, começou como oficina de olaria em Lisboa e adotou mais tarde o nome pelo qual ficaria conhecida quando, após a morte do fundador, a sua mulher assumiu a gestão da fábrica, em 1876. A ligação à cidade ficou simbolizada no emblemático edifício do Largo do Intendente, cuja fachada integralmente revestida por azulejos figurativos de Ferreira das Tabuletas se tornou uma referência da paisagem lisboeta e um dos testemunhos mais marcantes do azulejo oitocentista português. Ao longo de sucessivas gerações, a marca portuguesa VIÚVA LAMEGO® foi transformando a tradição cerâmica num espaço permanente de criação, aproximando mestres artesãos, artistas, arquitetos e designers e contribuindo de forma decisiva para renovar a linguagem do azulejo em Portugal. A colaboração com figuras como Jorge Barradas, Maria Keil, Manuel Cargaleiro, Querubim Lapa e Álvaro Siza Vieira ajudou a levar esta matéria ancestral para novas escalas, edifícios, espaços públicos e linguagens artísticas, numa relação entre património e criação contemporânea que permanece central na identidade da marca. Hoje instalada na Abrunheira, em Sintra, a sua fábrica atelier continua a trabalhar o azulejo como matéria viva, capaz de guardar memória, interpretar o território e dialogar com diferentes gerações de criadores portugueses e internacionais. Mais do que produzir cerâmica, a marca portuguesa VIÚVA LAMEGO® preserva e reinventa uma forma muito portuguesa de revestir a arquitetura, contar histórias através da cor e do desenho e transformar superfícies em património cultural. Em cada projeto permanece uma ligação profunda a Portugal, à sua cultura visual e a uma tradição que atravessou séculos sem perder capacidade de surpreender.